(Por Scher Soares – Fonte: RH Portal)
Certamente você já ouviu este ditado acima, e talvez até já o tenha pronunciado algumas vezes, mas, observe atentamente; o que de diferente você percebe?
Bom, provavelmente você recordou que o ditado mais conhecido se apresenta de uma forma um pouco diferente, que seria: rapadura é doce, mas não é mole não!
Uma sutil diferença não é?
Mas estas formas diferentes de falar sobre uma mesma coisa elucidam traços do nosso padrão de linguagem, nos fazendo perceber qual o modelo mental que utilizamos para enxergar as coisas à nossa frente.
Afirmar que a rapadura é doce, mas não é mole, demonstra uma clara tendência de procurar um complemento negativo para qualquer aspecto positivo, enquanto que ao afirmar que a rapadura é dura, mas é doce, demonstra outra tendência, a de procurar um complemento positivo em um contexto considerado negativo. Interessante não é?
Talvez neste ponto, um grande diálogo interior esteja acontecendo com você. De um lado uma voz ao fundo que diz: interessante, de fato tem fundamento; enquanto que uma outra voz afirma algo do tipo: é, porém isto é apenas um exemplo e eu não acho que seja exatamente assim… e coisa e tal.
Bom, devo afirmar que este diálogo interno exerce importantes funções no monitoramento da nossa personalidade e que, portanto, o andamento e conclusão destas conversas internas merecem criteriosa observação. Uma análise mais cuidadosa vai permitir que você avalie se este diálogo interno têm sido muito tendencioso a validar todas as suas ações e interpretações, pois neste caso, ele pode estar impedindo-o de ver algo mais à frente, de posse de uma visão realista. Este comportamento tendencioso demasiadamente egocêntrico gera o que chamamos de resistência a feedback. São artimanhas elaboradas na nossa cabeça que tem o objetivo de refutar todo tipo de feedback que não seja positivo, de reconhecimento. Costumamos dividir em cinco os principais modelos de reação a feedback.
São eles:
Negação – é a atitude que tenta desqualificar o feedback, negando o comportamento ou a forma pela qual ele foi identificado.
Exemplos:
-Está errado
-Aí eu não concordo
-Neste ponto eu acho que não é bem assim
-Eu não sou assim
-Não foi exatamente dessa forma como você está falando
Transferência – atitude de transferir a responsabilidade sobre o comportamento ou fato que originou o feedback.
Exemplos:
-Fiz com pressa… à noite
-Enquanto não mudar o chefe, eu sei que não vou ser promovido
- ‘’Fulano “não me deixou alternativa
-È. eu confiei nos outros e acabei “pagando o pato “
-Este médico é complicado
-O concorrente tem verba.
-O setor do colega tem maior potencial
Irritação ou Mágoa – atitude de inconformismo frente ao feedback.
Exemplos:
-Não é possível que me vejam assim.
-É, mas não sei como fazer diferente… então vai ficar assim mesmo
-Mas eu consigo o que eu quero assim.
Indiferença: atitude de ignorar, desprezar ou justificar a necessidade de “ter de agir assim”, dadas as circunstâncias.
Exemplos:
-Não acredito nisso
-Fazer o que “ né “ ?
-Faço isso há dez anos e sempre deu certo
-é, falar é fácil, queria ver se estivesse no meu lugar
-Se você tivesse visto, veria que estou certo
Reflexão – atitude de parar para pensar na informação que está recebendo, independentemente de aceitá-la a priori.
Exemplos:
-É… já aconteceram fatos deste tipo antes..
-Alguém já me disse isso.
-Será que naquela outra vez aconteceu algo parecido?
-O que posso aproveitar desse feedback ?
-Como posso mudar este comportamento?
Bom, como você deve ter percebido, os quatro primeiros modelos de reação ao feedback, são apenas formas que utilizamos para evitar ter de aceitar o feedback, e que a única atitude produtiva em processos de feedback, é a reflexão, que é o comportamento de avaliação e análise do feedback, para que possamos de fato reter informações importantes que possam nos direcionar dentro do nosso processo de desenvolvimento. Essas diferentes formas de agir são também fases normalmente atravessadas pelas pessoas ao receberem feedback.
Dessa maneira, é normal que antes de chegar à fase da reflexão, uma pessoa atravesse uma ou mais fases anteriores.
O tempo que a pessoa fica em cada fase, depende do seu grau de maturidade, da sua disposição em evoluir e do seu comprometimento com seus próprios objetivos e propósito.
Então, reflita sobre seus comportamentos, hábitos, atitudes, etc.;
Verifique como você pode se tornar ainda mais eficaz, como pode atingir a excelência e conquistar melhores resultados. Preste atenção no seu padrão de linguagem observe como você se comunica com o mundo. Um dos mais graves problemas de comunicação que nós temos, é um excesso de negligência com o processo da fala. Nós muitas vezes simplesmente abrimos a boca e deixamos sair todo tipo de verbalização, por vezes em formatos improdutivos e não construtivos.
Há alguns dias atrás, por exemplo, recebi uma ligação de uma amiga e ao perguntar como estavam as coisas, ela me respondeu: “estou por aqui, correndo atrás do prejuízo”. Ao que imediatamente eu falei, pois já que você está atrás dele, espero que você encontre o prejuízo. Foi à forma que encontrei de fazê-la perceber que este é um exemplo de linguagem não construtivo; são os chamados “slogans limitadores”; expressões banalizadas que se instalam por repetição no nosso sistema de comunicação e que produzem de forma inicialmente assintomática efeitos negativos no nosso sistema de crenças.
Alguns dos slogans limitadores são velhos conhecidos nossos, como:
“é melhor um pássaro na mão do que dois voando”, que instala uma crença que impele a buscar segurança demasiada e impede o espírito de ousadia.
“tudo que é bom, dura pouco”, que lhe ensina a aceitar que os períodos de bonança serão sempre curtos.
Observe que em ambos os casos, a mensagem nas entrelinhas produz um padrão limitador na formação do seu sistema de crenças, e que muitas destas crenças podem estar soltas por aí, prejudicando sua performance e desempenho. De posse destes exemplos, reflita sobre o padrão de linguagem que você utiliza no seu dia-a-dia. Observe se o seu repertório é construtivo, possibilitador, entusiasta e confiante, ou se é sofrível, limitador e negativo. Inicie um processo amplo de gerenciamento da sua linguagem e ouça com atenção as suas próprias palavras. Avalie se os seus contextos de mundo, suas crenças, se são limitadoras ou possibilitadoras, creio que estas percepções o levarão a uma surpreendente viagem de descobertas.
São reflexões importantes, e sei que algumas podem ser desconfortáveis, e até um pouco duras, mas, lembre-se, a rapadura é dura, mas é doce.
E já que mencionamos tantos slogans, segue agora um que instala uma crença positiva:
Água mole em pedra dura… bom, você já sabe o resto não é?
Então continue, siga em frente com a certeza de que a persistência é um comportamento vital para o sucesso.
Uma sutil diferença não é?
Mas estas formas diferentes de falar sobre uma mesma coisa elucidam traços do nosso padrão de linguagem, nos fazendo perceber qual o modelo mental que utilizamos para enxergar as coisas à nossa frente.
Afirmar que a rapadura é doce, mas não é mole, demonstra uma clara tendência de procurar um complemento negativo para qualquer aspecto positivo, enquanto que ao afirmar que a rapadura é dura, mas é doce, demonstra outra tendência, a de procurar um complemento positivo em um contexto considerado negativo. Interessante não é?
Bom, devo afirmar que este diálogo interno exerce importantes funções no monitoramento da nossa personalidade e que, portanto, o andamento e conclusão destas conversas internas merecem criteriosa observação. Uma análise mais cuidadosa vai permitir que você avalie se este diálogo interno têm sido muito tendencioso a validar todas as suas ações e interpretações, pois neste caso, ele pode estar impedindo-o de ver algo mais à frente, de posse de uma visão realista. Este comportamento tendencioso demasiadamente egocêntrico gera o que chamamos de resistência a feedback. São artimanhas elaboradas na nossa cabeça que tem o objetivo de refutar todo tipo de feedback que não seja positivo, de reconhecimento. Costumamos dividir em cinco os principais modelos de reação a feedback.
São eles:
-Está errado
-Aí eu não concordo
-Neste ponto eu acho que não é bem assim
-Eu não sou assim
-Não foi exatamente dessa forma como você está falando
-Fiz com pressa… à noite
-Enquanto não mudar o chefe, eu sei que não vou ser promovido
- ‘’Fulano “não me deixou alternativa
-È. eu confiei nos outros e acabei “pagando o pato “
-Este médico é complicado
-O concorrente tem verba.
-O setor do colega tem maior potencial
-Não é possível que me vejam assim.
-É, mas não sei como fazer diferente… então vai ficar assim mesmo
-Mas eu consigo o que eu quero assim.
-Não acredito nisso
-Fazer o que “ né “ ?
-Faço isso há dez anos e sempre deu certo
-é, falar é fácil, queria ver se estivesse no meu lugar
-Se você tivesse visto, veria que estou certo
-É… já aconteceram fatos deste tipo antes..
-Alguém já me disse isso.
-Será que naquela outra vez aconteceu algo parecido?
-O que posso aproveitar desse feedback ?
-Como posso mudar este comportamento?
Dessa maneira, é normal que antes de chegar à fase da reflexão, uma pessoa atravesse uma ou mais fases anteriores.
O tempo que a pessoa fica em cada fase, depende do seu grau de maturidade, da sua disposição em evoluir e do seu comprometimento com seus próprios objetivos e propósito.
Então, reflita sobre seus comportamentos, hábitos, atitudes, etc.;
Verifique como você pode se tornar ainda mais eficaz, como pode atingir a excelência e conquistar melhores resultados. Preste atenção no seu padrão de linguagem observe como você se comunica com o mundo. Um dos mais graves problemas de comunicação que nós temos, é um excesso de negligência com o processo da fala. Nós muitas vezes simplesmente abrimos a boca e deixamos sair todo tipo de verbalização, por vezes em formatos improdutivos e não construtivos.
Há alguns dias atrás, por exemplo, recebi uma ligação de uma amiga e ao perguntar como estavam as coisas, ela me respondeu: “estou por aqui, correndo atrás do prejuízo”. Ao que imediatamente eu falei, pois já que você está atrás dele, espero que você encontre o prejuízo. Foi à forma que encontrei de fazê-la perceber que este é um exemplo de linguagem não construtivo; são os chamados “slogans limitadores”; expressões banalizadas que se instalam por repetição no nosso sistema de comunicação e que produzem de forma inicialmente assintomática efeitos negativos no nosso sistema de crenças.
Alguns dos slogans limitadores são velhos conhecidos nossos, como:
“é melhor um pássaro na mão do que dois voando”, que instala uma crença que impele a buscar segurança demasiada e impede o espírito de ousadia.
“tudo que é bom, dura pouco”, que lhe ensina a aceitar que os períodos de bonança serão sempre curtos.
Observe que em ambos os casos, a mensagem nas entrelinhas produz um padrão limitador na formação do seu sistema de crenças, e que muitas destas crenças podem estar soltas por aí, prejudicando sua performance e desempenho. De posse destes exemplos, reflita sobre o padrão de linguagem que você utiliza no seu dia-a-dia. Observe se o seu repertório é construtivo, possibilitador, entusiasta e confiante, ou se é sofrível, limitador e negativo. Inicie um processo amplo de gerenciamento da sua linguagem e ouça com atenção as suas próprias palavras. Avalie se os seus contextos de mundo, suas crenças, se são limitadoras ou possibilitadoras, creio que estas percepções o levarão a uma surpreendente viagem de descobertas.
São reflexões importantes, e sei que algumas podem ser desconfortáveis, e até um pouco duras, mas, lembre-se, a rapadura é dura, mas é doce.
E já que mencionamos tantos slogans, segue agora um que instala uma crença positiva:
Água mole em pedra dura… bom, você já sabe o resto não é?
Então continue, siga em frente com a certeza de que a persistência é um comportamento vital para o sucesso.
