
(Por Alberto Mondelli – Revista Melhor)
A força dinâmica na Globalização 1.0 foram os países que se globalizam, enquanto a força dinâmica para a Globalização 2.0 são as empresas que se globalizam, explica Thomas Friedman, colunista do The New York Times, em seu livro The World is Flat [O Mundo é Plano, de 2005, Editora Objetiva]. Qual é, então, a força dinâmica que dá impulso à Globalização 3.0? Friedman a descreve como “a força recentemente descoberta dos indivíduos que colaboram e competem em nível internacional.”
Na economia de hoje, o valor é praticamente produto do conhecimento. Por conseguinte, um dos ativos mais apreciados e estratégicos de uma empresa é seu quadro de profissionais, aqueles que são capazes de otimizar seus conhecimentos por meio das redes mundiais. O crescimento impressionante das compensações dos diretores gerais é uma indicação clara desse valor inerente. ”À medida que os trabalhadores do conhecimento começam a perceber que a demanda por seu talento ultrapassa a oferta, lutam constantemente pelos lucros dos acionistas. Nessa ocasião, a guerra é entre as fontes de capital e os produtores de valor, e é difícil determinar como acabará”, escreveram Roger L. Masetin e Mihnea C. Moldeaveanu, em Capital Versus Talent: The Battle That’s Reshaping Business, publicado em 2003.
Os níveis de compensações de executivos no México estão alcançando rapidamente os dos EUA. No Brasil, há uma dura competição por profissionais com talento, que incrementa os custos do negócio.
Escrito por Soraya Romano de Oliveira 