Cenários turbulentos, mudanças velozes: negação, proteção ou superação

janeiro 9, 2011

(Por Mário Sérgio Cortella- Fonte: Usina das Letras)

Desatai o futuro!, bradou, furioso, o russo e poeta universal Maiakóvski. Poderíamos acrescentar, presunçosamente, um preservai o passado!, como forma de dar sustentação sólida a esse futuro em invenção constante.

Mas, o que preservar do passado? Nem tudo, é claro; afinal, o passado não é nem o lugar do imutável (pois depende de como o continuamos), nem um mero depositário temporal do, agora, inútil. É preciso, antes de mais nada, quando pensamos em passado, fazer uma distinção entre o tradicional e o arcaico. O tradicional é o que deve ser protegido, guardado, levado adiante; é, a tradição, um espécie de promontório, a partir do qual o futuro pode ser vislumbrado naquilo que carrega de mais próximo à qualidade positiva. Já o arcaico, por sua vez, é o que deve ser descartado, por ter-se provado insuficiente, precário, anacrônico.

Por isso, basta de arcaísmos! É preciso assumir que competência é uma condição coletiva e temporal e entender que as perspectivas de competências individuais e exclusivas de uma única pessoa não têm mais lugar na nova organização do mundo do trabalho. Até há 20 anos, havia uma frase muito comum: “A minha competência acaba quando começa a do outro”. Hoje, essa frase não tem mais sentido. O modo de organizar o trabalho, organizar as atividades, está diferente e as organizações precisam caminhar dentro dessas mudanças. Hoje, pela lógica, seria “a minha competência acaba quando acaba a do outro”. Num grupo, numa equipe, numa organização, se a sua competência diminui, a minha também diminui. Se a sua competência aumenta, a minha também aumenta…

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